CCDRC diz que futuro do interior está na “aplicação inteligente” dos recursos endógenos

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) disse que o futuro de regiões como Castelo Branco passa pela aplicação inteligente dos recursos endógenos, inovação do tradicional e pela diversificação económica.

“O futuro passa por aplicar de forma inteligente, os recursos, trabalhar em rede, o conhecimento, a criatividade e inovação no que é tradicional e diversificar a base económica das regiões. A agricultura e a floresta são fundamentais nestes territórios bem como o agroalimentar”, afirmou Ana Abrunhosa à agência Lusa.

A presidente da CCDRC deslocou-se a Castelo Branco para o encerramento da conferência “Inov2agro – Inovação e Tendências Alimentares 2018”, que decorreu no Centro de Empresas Inovadoras (CEI) local.

Esta responsável realçou a importância da iniciativa e sublinhou que é fundamental que os empresários façam a rede entre si e que haja uma partilha com os centros de conhecimento, nomeadamente com os institutos politécnicos.

“Isto não se faz só com as câmaras municipais, mas sobretudo com os centros de conhecimento de proximidade onde os institutos politécnicos têm um paapel muito importante”, frisou.

Ana Abrunhosa elogiou o trabalho que o município de Castelo Branco tem desenvolvimento ao nivel do agroalimentar e a preocupação em apoiar este projeto, bem como a estratégia delineada pelo atual presidente, Luís Correia.

“Sem a câmara e o seu presidente, não teríamos o Inovcluster [Associação do Cluster Agroindustrial do Centro], uma infraestrutura científica e tecnológica que faz a ponte entre empresários e outras entidades”, disse.

Se no início a preocupação foi com a criação de infraestruturas em Castelo Branco, atualmente essa preocupação desenvolve-se mais com a capacitação e com a internacionalização.

“Castelo Branco criou uma associação, o Inovcluster, que hoje é uma associação nacional, já extravazou claramente a região Centro (…)”, afirmou.

A presidente da CCDRC realçou ainda que o mais dificil é pensar de forma estratégica o desenvolvimento integrado destes territórios.

“Não devemos ter ilusões de que isto se faz de um dia para o outro. O que queremos e que devemos querer para estes territórios [interior] é que as pessoas não se sintam abandonadas, isoldadas e que se sintam apoiadas. O Estado, local, regional e central deve olhar estes territórios de forma integrada que é o que estamos a tentar fazer”, concluiu.

Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, vincou a importância da dinamização do agroalimentar na região.

“O agroalimentar é uma aposta para nós fundamental devido às potencialidades que tem na região. É um caminho que temos feito e incentivado”, disse.

O autarca sublinhou que de início foi necessária uma aposta em infraestruturas que hoje existem e das quais os empresários podem usufruir: “Deixo-vos um apelo, usem e abusem”.

Luís Correia realçou que atualmente, Castelo Branco tem um “verdadeiro ecossistema” no agroalimentar.


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