Campanha “Mantinhas Solidárias” ajuda bebés recém-nascidos na Guarda

A delegação da Guarda da Fundação São João de Deus (FSJD) está a organizar uma campanha de recolha de lã e posterior confeção de roupas para bebés de famílias carenciadas, foi hoje anunciado.

A campanha “Mantinhas Solidárias”, iniciada no dia 02 de junho, também envolve o Serviço de Obstetrícia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, vários voluntários e utentes de centros de dia do concelho. Segundo Patrícia Loureiro, dirigente da delegação da Guarda da FSJD, a iniciativa pretende reunir mantinhas para aquecer os bebés de famílias da região que se encontram em maior vulnerabilidade social. “Há, de facto, uma série de mães que chegam à maternidade com a roupa do corpo. Isto é, de facto, fraturante socialmente. [As mães] chegam com a roupa do corpo, não têm nada para elas nem para os bebés”, disse hoje a responsável à agência Lusa. Referiu que a campanha “Mantinhas Solidárias” é traduzida na recolha de lã e na confeção de mantas para os bebés, com o apoio de voluntários e de utentes de centros de dia da região. “Depois redirecionamos esta produção para quem precisa e vamos trabalhando em conjunto com as assistentes sociais da maternidade para que, de facto, a produção responda às necessidades reais das crianças e das mães”, disse. Patrícia Loureiro referiu que as situações de carência detetadas ocorrem devido à crise económica que o país atravessa. “Queremos fazer aquilo que São João de Deus queria, que era responder às necessidades do momento, e aqui estamos nós para fazer esse trabalho no terreno, em conjunto com as instituições locais”, afirmou. A responsável não possui dados concretos sobre o número de crianças recém-nascidas já ajudadas, uma vez que os artigos são entregues na maternidade do hospital da Guarda à medida que vão sendo produzidos. Explicou que a lã angariada também serve para fazer gorros, sapatinhos e botinhas, entre outros artigos, para os recém-nascidos. “Tem havido uma produção enorme de mantas e de gorros e temos sentido que este movimento, quer para quem dá as lãs, quer para quem produz, tem sido fantástico”, disse a responsável, sem poder relatar quantidades. Em sua opinião, a iniciativa também é positiva para os idosos dos centros de dia envolvidos por cumprir “o objetivo social de os manter ocupados”. “Tentamos conjugar atividades para idosos em centros de dia, em que estão ocupados a produzir estes materiais que depois são direcionados para as crianças”, referiu Patrícia Loureiro. A primeira fase da campanha prolonga-se até 31 de maio de 2015, mas a responsável admite que a mesma irá continuar enquanto existirem famílias com carências e as duas instituições envolvidas “entenderem que a necessidade se mantém”.


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