Câmara de Seia angaria perto de 12 mil euros em conta solidária

A Câmara Municipal de Seia anunciou hoje que angariou cerca de 12 mil euros numa conta bancária criada para apoiar as vítimas do concelho que foram atingidas pelos incêndios dos dias 15 e 16 de outubro.

“Por questões de transparência e rigor, o Município de Seia informa que até ao momento [dia 30 de novembro] foi angariado o montante de 11.899,49 euros”, refere a autarquia presidida por Carlos Filipe Camelo numa nota publicada na página oficial na rede social Facebook.

A fonte lembra que a conta solidária gerida por aquela Câmara Municipal da região da Serra da Estrela, no distrito da Guarda, “destina-se em exclusivo para ajudar diretamente as famílias afetadas pelos incêndios florestais do concelho de Seia”.

Os valores angariados com a conta solidária (criada na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Serra da Estrela, com o IBAN: PT50-0045 4080 4029 3110 5079 5) serão “exclusivamente investidos” no apoio direto às famílias afetadas pelos incêndios florestais do concelho, nomeadamente “na recuperação de imóveis de habitação e na criação de condições que permitam restaurar a sua qualidade de vida”, segundo a autarquia.

Quem colaborar com a conta solidária e pretender recibo para efeitos de benefício fiscal, deve contactar o Município de Seia através de correio eletrónico (incendios@cm-seia.pt) ou por telefone (n.º 238 310 237).

Um levantamento municipal indica que os prejuízos financeiros causados pelos incêndios de outubro no concelho de Seia são superiores a 10 milhões de euros.

“Só no setor económico contabilizam-se perdas superiores a quatro milhões de euros, montante que não reflete a totalidade das 42 empresas afetadas, muitas delas privadas do exercício da sua atividade”, adiantou a Câmara Municipal.

O relatório divulgado em novembro contabilizava “130 habitações afetadas pelos fogos, 73 de residência permanente e 56 de segunda habitação” e estimava que os estragos ultrapassassem os quatro milhões de euros, pelo elevado número de casas que ficaram completamente destruídas (35 de primeira habitação e 43 de segunda).




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