Câmara e Instituto Politécnico da Guarda querem trabalhar em conjunto para captar estudantes

Os presidentes da Câmara Municipal da Guarda e do Instituto Politécnico local mostraram-se disponíveis para trabalharem em conjunto com vista à captação e à melhoria das condições de alojamento dos alunos.

O presidente da autarquia, Álvaro Amaro (PSD), e o presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Joaquim Brigas, estiveram reunidos e abordaram temas como o aumento da capacidade de alojamento para os estudantes daquele estabelecimento de ensino e a melhoria da rede de transportes públicos.

O presidente do IPG, que pediu a audiência a Álvaro Amaro, disse à agência Lusa que a reunião “foi produtiva”.

“Conversámos sobre a situação atual, sobre o futuro do instituto, da região e de que forma ambas as instituições podem cooperar no sentido do desenvolvimento desta”, afirmou no final do encontro.

O IPG, “sendo fundamental para esse desenvolvimento, tem de ter uma estratégia que contribua para o desenvolvimento da região, obrigatoriamente passando pela captação de novos alunos”, declarou.

Joaquim Brigas adiantou que o IPG tem quatro escolas e um total de 2.830 alunos, o que, na sua opinião, “é muitíssimo pouco” e tem de haver “uma estratégia de captação” de estudantes “noutros mercados”.

Para o IPG ser atrativo é necessário o aumento do número de camas, sublinhando que “já foi muito bom” a inclusão da Pousada da Juventude na medida do Governo de reconversão de edifícios públicos em residências estudantis, mas “não resolve completamente o problema, embora seja uma boa ajuda”.

“Demonstrei ao senhor presidente [da câmara] que a nossa estratégia tem de passar forçosamente por aumentar a capacidade de acolhimento de novos estudantes”, sublinhou.

Segundo Joaquim Brigas, para atrair e fixar estudantes o IPG necessita do apoio da autarquia da Guarda e das restantes autarquias do distrito.

O presidente do município da Guarda disse à Lusa que da reunião saiu “um reforço” e uma “total e absoluta cooperação” com o IPG, que “sempre existiu” e que “continuará, naturalmente”, a verificar-se.

“A nossa postura é muito clara. Nenhum estudante pode sair da Guarda por falta de alojamento. Sempre o disse. E, por isso, apresentámos soluções no curtíssimo prazo, tal como arrendar quartos na cidade por parte da câmara”, referiu.

O autarca apresentou também uma solução para “breve prazo” relacionada com a disponibilização da antiga residência de estudantes feminina, que atualmente é ocupada pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

Álvaro Amaro defende a mudança do CDOS para o antigo edifício da Infraestruturas de Portugal e a cedência do edifício que ocupa, após recuperação pela autarquia, com as funções de residência estudantil, para ser gerida pelo IPG.

O Governo e o presidente do IPG concordam com a requalificação do edifício da Pousada da Juventude para servir de residência de estudantes, mas o autarca, apesar de discordar, refere tratar-se de “um não assunto”.

“O que me interessa é o reforço da promoção” do IPG, disse Álvaro Amaro, referindo que o presidente do politécnico o tem “a seu lado” no reforço da captação de estudantes.

No encontro foi ainda garantido ao presidente do instituto que haverá um reforço dos transportes urbanos que servem o complexo do IPG, acrescentou Álvaro Amaro.




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