Câmara do Sabugal alerta para escassez de água na barragem

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, a propósito de um incêndio no concelho, alertou para a escassez de água na barragem local, devido ao “descontrolo” na transferência para o regadio da Cova da Beira.

António Robalo disse à agência Lusa que, ontem, os bombeiros não tiveram problemas no abastecimento das viaturas de combate, mas alertou que a albufeira da barragem está “nos mínimos”.

“[A preocupação] é devido à gravidade de a barragem estar nos mínimos, por ser retirada água para o regadio da Cova da Beira. Há um descontrolo da transferência da água para a Cova da Beira. Há uma má gestão da água e isso tem efeitos no nível mínimo”, referiu.

Segundo o autarca, “não há falta de água” para o combate ao incêndio, mas devido à situação em que a barragem se encontra, “se houver muitas situações destas, tem que haver uma gestão mais sustentável da água da barragem”.

Pelas 18 horas, António Robalo referiu à Lusa que o incêndio que deflagrou ontem em Vale Mourisco, freguesia de Águas Belas, estava “controlado, mas não dominado”, e que a evolução favorável das ações de combate dependia das condições atmosféricas, sobretudo da direção e da intensidade do vento.

O fogo progredia em duas frentes, que se encaminhavam para áreas das localidades de Baraçal (Sabugal) e Pega (Guarda), disse.

As chamas não atingiram povoações, nem existem aldeias em perigo, garantiu o autarca, lembrando que no concelho foi feito “um trabalho de limpeza” dos terrenos e a população “está sensibilizada para essas matérias”.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda disse à agência Lusa, pelas 17h30, que o fogo originou o corte, pelas 13h43, da Estrada Nacional 233, que faz a ligação Guarda – Sabugal, “entre o Café Radar e o Parque Industrial” do Sabugal.

Devido ao incêndio, durante a tarde “foram retiradas pessoas” da povoação de Vila do Touro, Sabugal, “e levadas para os locais de abrigo, mas só por precaução”, adiantou o CDOS.

As chamas progridem numa zona de pinhal e mato e não colocam povoações em perigo, adiantou.

A mesma fonte adiantou à Lusa que um bombeiro sofreu ferimentos ligeiros, devido a “um escaldão nas pernas”.

De acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o fogo deflagrou pelas 12h04, na freguesia de Águas Belas, e, pelas 18h15, envolvia no seu combate um total de 331 operacionais, 98 viaturas e 11 meios aéreos.




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