Câmara da Guarda adquire duas casas degradadas no centro histórico para restaurar

Os edifícios, com uma área global de 380 metros quadrados, encontram-se “completamente degradados” no “centro nevrálgico” da parte mais antiga da cidade.

A Câmara Municipal da Guarda decidiu hoje, por unanimidade, adquirir duas casas do centro histórico que estão devolutas e em estado de degradação para as recuperar e disponibilizar novos serviços ao público.

Segundo Carlos Chaves Monteiro, o executivo que lidera decidiu adquirir, pelo valor de 210 mil euros, os dois imóveis, que estão situados no largo da Sé Catedral, junto do antigo edifício dos Paços do Concelho que atualmente acolhe a sede da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.

Os edifícios, com uma área global de 380 metros quadrados, encontram-se “completamente degradados” no “centro nevrálgico” da parte mais antiga da cidade.

O autarca disse aos jornalistas, no final da reunião de hoje do executivo municipal, que o município pretende intervir na recuperação dos imóveis a partir de “setembro ou outubro” para que a parte do rés-do-chão seja atribuída à economia privada e a parte superior seja destinada a “espaço museológico ou cultural”.

Carlos Chaves Monteiro referiu que a intervenção vai ser realizada com o pensamento de que as pessoas “têm de fruir do centro da cidade” e “para isso é preciso haver espaços que atraiam essas pessoas, sejam os locais, os nacionais ou os estrangeiros”.

Os dois vereadores do PS, Eduardo Brito e Pedro Fonseca, votaram a favor da aquisição dos dois imóveis do centro histórico por considerarem que “é um fator positivo”.

No entanto, Eduardo Brito disse aos jornalistas que “a Guarda precisa de uma estratégia de fôlego e a longo prazo para o seu centro histórico”.

“O centro histórico, que é a joia da coroa [da cidade], merece um plano a médio e longo prazo, uma envolvência entre o investimento público e o investimento privado”, disse o eleito do PS, lembrando que naquela zona ainda não existe uma incubadora de empresas para os jovens.

Para o PS, a aquisição das duas casas “é uma boa iniciativa, mas é apenas uma gota num oceano enorme”.

Eduardo Brito referiu que os dois vereadores do PS voltarão a falar do assunto “com profundidade, se não for antes, quando for apresentado o orçamento [municipal] para o próximo ano”.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, garantiu que o seu executivo tem “estratégia” para o centro histórico, mas “fazer as coisas com estratégia, solidez e com a exigência que se impõe” leva “tempo e é preciso paciência”.

“Também estamos a trabalhar na incubadora [de empresas]. A seu tempo haveremos de apresentar a forma de a construir”, concluiu.



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