Beira Interior prevê aumento de 35% na produção de vinho

O presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, Rodolfo Queirós, espera que o ano seja “bastante interessante” em termos qualitativos e quantitativos.

A produção de vinho na Beira Interior deve registar este ano um aumento de 35% face a 2018, disse hoje à agência Lusa o presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI).

“Nós [Beira Interior], este ano, vamos ter, relativamente ao ano anterior, um acréscimo à volta de 35%, mais ou menos, porque no ano passado tivemos uma quebra bastante acentuada, principalmente devido à incidência de míldio e, também, numa determinada altura, do escaldão”, referiu Rodolfo Queirós.

Segundo o responsável, este ano, “felizmente, as coisas, até agora, têm corrido relativamente bem” nas vinhas da Beira Interior.

“Houve alguns prejuízos de geada numa fase muito inicial, mas não foram assim muito significativos e, portanto, esperamos ter um ano de produção mais ou menos normal. E este acréscimo dos 35% não é mais do que o decréscimo que tivemos, sobretudo no ano passado”, explicou.

O presidente da CVRBI disse que alguns produtores da zona sul da Beira Interior já começaram a vindimar, mas na zona norte as vindimas só estarão “em força dentro de uma semana, mais ou menos”.

Em termos qualitativos, as previsões também apontam para um ano “bastante bom”, admitindo que a chuva que caiu há cerca de quinze dias contribuiu para “a reposição dos teores de humidade nos solos, para que as uvas tivessem uma maturidade mais correta”.

Se o tempo ajudar, Rodolfo Queirós espera que o ano seja “bastante interessante” em termos qualitativos e quantitativos.

As estimativas da CVRBI apontam para uma colheita de “cerca de 21 milhões de litros” [a que correspondem cerca de 28 milhões de quilos de uvas] de vinho de Denominação de Origem Controlada (DOC) Beira Interior, Indicação Geográfica (IG) Terras da Beira e vinhos de mesa.

A CVRBI tem sede na Guarda, no Solar do Vinho, e abrange as zonas vitivinícolas de Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira, nos distritos de Guarda e de Castelo Branco, onde possui mais de 60 associados, sendo quatro adegas cooperativas.

Na área abrangida pela CVRBI existem cerca de 16 mil hectares de vinhas e uma grande variedade de castas, destacando-se as brancas Síria, Arinto e Fonte Cal e as tintas Tinta Roriz, Rufete, Touriga Nacional, Trincadeira e Jaen.

Segundo o presidente daquela entidade, na região estão “meia dúzia de produtores a fazer vinho biológico”, o que considera “mais um passo” para a afirmação da CVRBI no mercado nacional e internacional.

 




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