BE questiona Governo sobre falta de profissionais e de equipamentos no hospital da Guarda

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou hoje que questionou o Governo sobre a alegada falta de profissionais e de equipamentos no Hospital Sousa Martins (HSM), na Guarda.

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, o deputado Moisés Ferreira refere que o BE teve conhecimento de “que a diretora do serviço de urgências do hospital distrital da Guarda apresentou a sua demissão à administração”, com base “no modo de funcionamento do serviço de urgências do HSM”.

“Entre as queixas apresentadas pela diretora demissionária estão a falta de material, a falta de profissionais que estão escalados e o facto de o plano de contingência da gripe não ter sido acionado”, acrescenta.

Segundo o BE, “acresce a tudo isto que os vários internistas já se tinham manifestado relativamente à existência de vários problemas”, como a presença de “doentes no corredor de acesso à valência de Imagiologia e à Unidade de Internamento de Curta Duração/SO, desta forma comprometendo a privacidade e pondo em risco a qualidade da prestação de cuidados”.

“A constante inoperância, por falta de médicos, da Escala de Prevenção ao Transporte de Doentes Urgentes”, e “a falta de material mínimo e indispensável, nomeadamente termómetros, aparelhos para medir a tensão arterial e monitores de sinais vitais constantemente avariados”, são outros dos problemas relatados.

O partido salienta ainda que, na Sala de Emergência, os profissionais queixam-se da falta de computadores e impressoras, do gasómetro constantemente avariado, da inexistência de salas equipadas de forma a permitir a entrada de macas para observação de doentes, da falta de privacidade, da falta de cumprimento das distâncias físicas mínimas entre doentes e da falta de cobertores, lençóis e almofadas.

“Como podemos constatar, a situação é grave e carece de uma resposta eficaz por parte da tutela. É necessário dotar os equipamentos com o material necessário e reforçar a resposta no que toca ao número de profissionais”, lê-se no documento.

Na pergunta enviada através da Assembleia da República, o BE questiona se o Ministério da Saúde tem conhecimento da situação e que medidas irá tomar para garantir que os problemas relatados “são efetivamente resolvidos”.

O BE quer ainda saber se a tutela tem intenção de dotar a unidade de saúde com os materiais necessários para permitir o seu pleno funcionamento e de proceder à contratação efetiva dos profissionais necessários, “salvaguardando assim os utentes e o serviço”.



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