BE preocupado com encerramento temporário de postos da GNR na Guarda

A Comissão Coordenadora Distrital da Guarda do Bloco de Esquerda (BE), mostrou-se hoje preocupada com o encerramento temporário de postos territoriais da GNR no distrito e promete ficar atenta ao desenvolvimento da situação.

“Sabemos que historicamente, na sua maioria, estes encerramentos/suspensões levam ao encerramento definitivo, o que se traduz num medo legítimo por parte das populações”, refere o coordenador distrital do BE da Guarda, Jorge Mendes, numa nota enviada à agência Lusa.

Recentemente, a GNR adiantou à Lusa que, na área do Comando Territorial da Guarda, “foi temporariamente suspensa a atividade em nove postos de atendimento reduzido (PAR), designadamente: Freixedas, Freixo de Numão, Miuzela, Pínzio e Vila Nova de Tázem [Gouveia] com suspensão diária; e Loriga, Paranhos da Beira, Soito e Vila Franca das Naves [Trancoso], com suspensão apenas ao fim de semana”.

“Esta medida permitiu a transferência temporária de 47 militares para os postos Sede de Agrupamento”, acrescentou.

Segundo a GNR, a suspensão temporária da atividade de alguns postos territoriais, “os quais já funcionavam em Regime de Atendimento Reduzido, teve como pressuposto as circunstâncias particulares e excecionais que o país atravessa [devido à pandemia causada pela covid-19], em especial a reposição do controlo de fronteiras terrestres, tarefa essa com forte empenhamento da Guarda Nacional Republicana”.

“Assim, a Guarda [GNR] considerou operacionalmente vantajoso adotar esta medida temporária, à semelhança do que já ocorreu na fase inicial da pandemia, a qual permite alocar um maior número de militares para o serviço operacional, nomeadamente para o controlo da fronteira terrestre, sublinhando-se que a mesma apenas vigorará enquanto se afigurar absolutamente necessário, retomando a situação de normalidade logo que possível”, rematava a fonte.

O BE da Guarda refere no comunicado hoje divulgado que irá estar atento, não aceitando que a situação passe de caráter “temporário a definitivo”.

“As populações precisam de tranquilidade e sossego, mas também de uma certa estabilidade no que toca às forças de segurança e à sua implementação no território, para assim conseguirem garantir a sua segurança e afastar possíveis atos criminosos, funcionando de forma preventiva e contribuindo para a fixação de pessoas e de investimento nos territórios do Interior do país, mais especificamente do distrito da Guarda”, refere.



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