Associação Malcata com Futuro preocupada com albufeira e recursos hídricos do concelho do Sabugal

No passado dia 25 de setembro, habitantes e autarcas do Sabugal debateram a “regulação independente” de transvases de água e a “redefinição de níveis mínimos” na albufeira da barragem local.

No passado dia 25 de setembro, no âmbito da a Audição Pública subordinada ao tema “Albufeira do Sabugal – Recursos hídricos do concelho do Sabugal”, habitantes e autarcas do Sabugal reuniram-se na Junta de Freguesia e decidiram enviar uma exposição ao próximo Governo, a pedir a “regulação independente” de transvases de água e a “redefinição de níveis mínimos” na albufeira da barragem local.

O documento, aprovado numa reunião que juntou cerca de uma centena de pessoas, será enviado aos Ministros da Agricultura e do Ambiente do Governo que resultar das eleições do próximo dia 06 de outubro, domingo.

A Audição Pública, organizada pela Associação Malcata com Futuro (AMCF), a União de Freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António e as Juntas de Freguesia de Malcata, Quadrazais, Foios e Vale de Espinho, contou com a presença de Victor Cavaleiro, professor catedrático da Universidade da Beira (UBI), e de José Escada da Costa, presidente da AMCF, que questionou posicionamento e o atual modelo de gestão de água da albufeira e defendeu a necessidade de um Estudo de Avaliação de Impacto Ambiental.

Segundo uma nota enviada à imprensa, as freguesias, mais diretamente afetadas pela sangria do rio Côa, incluem nas reivindicações a apresentar ao Governo a regulação independente sobre transvases e sobre a utilização da água no regadio da Cova da Beira, a “redefinição de níveis mínimos” que garantam a concretização do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal (POAS)e ainda a construção de açudes, limpeza de linhas de água e a recuperação de represas.

A AMCF, Associação de Desenvolvimento Local sem fins lucrativos, criada em 21 de julho de 2015, com sede na aldeia de Malcata, no concelho do Sabugal, afirma que a situação verificada na barragem “conjuga perigo, falta de água de abastecimento público, biodiversidade em perda” e “desolação”.




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