Assembleia Municipal da Guarda questiona Governo sobre comando de unidade da GNR

A Assembleia Municipal (AM) da Guarda aprovou hoje uma moção, por unanimidade, através da qual questiona o Governo acerca do ponto de situação da instalação, naquela cidade, do comando da Unidade de Emergência Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.

No documento, que foi apresentado pelo deputado do BE Marco Loureiro, a AM exige ao Governo “uma resposta clarificadora e conclusiva sobre a data da instalação” do comando da (UEPS) na Guarda.

Na moção, que vai ser enviada ao primeiro-ministro, ao ministro da Administração Interna, ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares, lê-se que aquele organismo de âmbito nacional, que vai suceder aos Grupos de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, foi anunciado no mês de julho de 2019 por várias entidades estatais, incluindo a autarquia da Guarda.

Segundo a moção, o comando de âmbito nacional ficaria instalado na antiga sede da Infraestruturas de Portugal, que acolhe atualmente o IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e a Secretaria de Estado da Ação Social, após a realização de obras de adaptação.

“Faltando um mês para completar um ano após o anúncio, continuam a ser muitas as dúvidas relativamente ao início das obras de adaptação do edifício, bem como quando estarão concluídas”, é referido.

Sobre o assunto, o deputado do CDS-PP Henrique Monteiro disse que a instalação do comando da UEPS na Guarda “já cheira a mais uma promessa não cumprida” pelo Governo.

“É um bocadinho aquilo a que estamos habituados”, disse Henrique Monteiro, lembrando que o Governo também ainda não instalou na cidade o Centro Nacional de Educação Rodoviária, anunciado no dia 27 de novembro de 2018, nas comemorações do Dia da Cidade da Guarda, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

A AM da Guarda, presidida por Cidália Valbom (PSD), aprovou, ainda, no período de Antes da Ordem do Dia, por unanimidade, uma moção que defende o investimento na ferrovia e a “reposição de todo o serviço de comboios na Linha da Beira Alta”.

Na moção, apresentada pelo deputado Aires Dinis, eleito pela CDU, é também defendido um plano “estruturado e em articulação para o futuro próximo entre a Linha da Beira Alta e [da] Beira Baixa, sem descurar a ligação internacional, via Vilar Formoso, potenciando o transporte ferroviário como suporte de interconexões a outros serviços públicos, sejam na saúde e educação e na mobilidade em geral nas Beiras”.

Entre outros assuntos, a AM também aprovou votos de pesar pelo falecimento de Rui Quinaz (antigo vereador e deputado municipal eleito pelo PSD), Pereira da Silva (antigo deputado municipal eleito pelo CDS-PP) e do empresário Laurindo Prata.



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