A Arte do Côa vai ter grupo de trabalho para identificar áreas mais relevantes

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, disse ontem que será criado um grupo de trabalho que perspetive e identifique as áreas de investigação científica relevantes da arqueologia da Arte do Côa.

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, disse ontem que será criado um grupo de trabalho que perspetive e identifique as áreas de investigação científica relevantes da arqueologia da Arte do Côa.

“Temos a responsabilidade de renovar a investigação e conhecimento sobre a arte rupestre do Vale do Côa e de todo o seu património, em toda a sua amplitude, que vai desde a comunicação de ciência, ao turismo sustentável, passado pela arqueologia ou a geologia”, disse à Lusa a secretária de Estado.

As declarações da governante foram feitas à margem da primeira reunião do Conselho Científico da Fundação Côa Parque, que decorreu ontem, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

“É preciso chamar novos investigadores ao Vale do Côa, já que se trata de um laboratório vivo e privilegiado, inserido num contexto de investigação e ciência muito especial”, frisou Maria Fernanda Rollo.

A ação do Governo é fortalecida no seio Fundação Côa Parque (FCP), passando a área da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a ter representação no Conselho Diretivo, em estreita articulação com os representantes da Cultura, do Turismo, do Ambiente, da autarquia local e da Associação de Municípios do Vale do Côa.

O Decreto-Lei n.º 70/2017, de 20 de junho, adaptou os Estatutos do Côa Parque à Lei-Quadro das Fundações, nomeadamente criando um Conselho Consultivo no qual estão representadas as instituições nacionais, regionais e locais que intervêm no desenvolvimento daquela instituição e reformulando as entidades financiadoras.

“A intervenção da área governativa da ciência, tecnologia e ensino superior transforma o Parque Arqueológico do Vale do Côa, como um espaço de investigação científica de referência, estimulando estratégias de desenvolvimento do território, em parceria com as instituições de ensino superior e unidades de investigação e desenvolvimento”, segundo a tutela.

Por seu lado, o presidente do FCP, Bruno Navarro, adianta que na última revisão estatutária da fundação foi uma “excelente” ideia incluir a ciência e o ensino superior neste processo da Arte do Côa.

“Esta nova dinâmica tem uma concretização prática no estabelecimento de novos protocolos com a Universidade do Minho, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra e com a Ciência Viva, no sentido de divulgar o conhecimento científico que, produzido no Parque Arqueológico do Vale do Côa (PACV)”, especificou o responsável pela fundação.

O PACV está inserido num território de 20 mil hectares que abrange os concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Meda e Pinhel.

A arte rupestre do Côa, inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO desde 1998, foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico superior, em finais do século XX, em toda a Europa.

Aquando da descoberta “Arte do Côa”, em 1994, os arqueólogos portugueses asseguraram tratar-se de manifestações do Paleolítico Superior (20 a 25 mil anos atrás) e estar-se perante “um dos mais fabulosos achados arqueológicos do mundo”.

O Parque Arqueológico do Vale do Côa foi inaugurado a 10 de agosto de 1996.

O museu abriu as portas no início de agosto de 2010, num projeto dos arquitetos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel.




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