António Monteirinho candidata-se à concelhia do PS/Guarda para reconquistar a câmara

A ser eleito, quer dar esperança “para o PS alcançar a credibilidade necessária para ser uma alternativa ao atual executivo” municipal.

O socialista António Monteirinho anunciou na sexta-feira que é candidato à presidência da concelhia da Guarda do PS, com eleições marcadas para dia 31 de janeiro, para unir o partido e reconquistar a Câmara Municipal em 2021.

António Monteirinho, de 49 anos, engenheiro mecânico e atual líder da bancada do PS na Assembleia Municipal da Guarda, apresentou publicamente a sua candidatura, que tem por lema “aGUARDA por TODOS”.

O candidato à concelhia socialista da cidade mais alta do país referiu que o seu “principal objetivo” é ganhar as eleições autárquicas em 2021, já que a liderança do município pertence desde 2013 ao PSD.

No seu discurso, escutado por vários militantes locais do PS (incluindo os ex-presidentes do município Abílio Curto e Maria do Carmo Borges), Monteirinho prometeu “trabalho, ambição e esperança”.

A ser eleito, quer dar esperança “para o PS alcançar a credibilidade necessária para ser uma alternativa ao atual executivo” municipal.

“Ainda temos de trabalhar muito, com ambição e com esperança, para nos constituirmos como alternativa credível de confiança”, alertou.

No entanto, o candidato assumiu que a tarefa de reconquistar a maior autarquia do distrito da Guarda para o PS estará facilitada, dado que, na sua opinião, “o projeto outrora grandioso está agora em avançado estado de decomposição”.

“O PSD que esteja atento, porque nós vamos trabalhar com muita vontade, com ambição e com esperança”, disse aos jornalistas, no final da sessão.

O prazo para a entrega de listas concorrentes ao ato eleitoral para a comissão política concelhia termina na quinta-feira e António Monteirinho é o único candidato conhecido até ao momento.

O anterior presidente do PS/Guarda, Agostinho Gonçalves, que foi eleito em janeiro de 2018, apresentou a demissão no dia 09 de dezembro de 2019.

O socialista demissionário justificou a demissão por a estrutura partidária estar votada a um “total degredo e aberrante desprezo institucional” por parte da direção nacional do PS.

“A cúpula, ao estilo ‘União Nacional’, de um estalinismo primário, que deveria envergonhar qualquer socialista (qualquer democrata), ostraciza as estruturas locais, na hipótese de os seus dirigentes não serem do agrado dos ‘senhores e senhoras’ que mandam (na verdade) eternamente no partido em termos locais”, apontou, na ocasião, num comunicado enviado à agência Lusa.




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