António Costa quer reduzir IRC para empresas do Interior

Salientou ainda a abertura do Governo para ponderar as propostas do Movimento pelo Interior, mas avançou ainda com outras medidas a adotar pelo seu executivo.

O primeiro-ministro anunciou, na sexta-feira passada, a intenção do Governo de baixar substancialmente o IRC para empresas instaladas no interior do país, podendo atingir uma “coleta zero” em função do número de postos de trabalho criados.

“Iremos rever o quadro fiscal aplicável, reforçando a discriminação positiva do interior. Entre outras medidas, tencionamos que as empresas dos territórios de mais baixa densidade populacional possam beneficiar de reduções substanciais do IRC, podendo chegar até a uma coleta zero, em função do número de postos de trabalho”, declarou o líder do executivo.

António Costa falava na cerimónia de apresentação do relatório do Movimento pelo Interior, no antigo Museu dos Coches, tendo a escuta-lo na primeira fila da plateia o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro voltou a criticar a intenção da Comissão Europeia de cortar verbas ao fundo de coesão, salientou a abertura do Governo para ponderar as propostas do Movimento pelo Interior, mas avançou ainda com outras medidas que o seu executivo tenciona adotar a curto prazo.

“Vamos lançar uma linha de crédito no montante de 100 milhões de euros, destinada exclusivamente a pequenas e microempresas situadas no Interior, para financiamento de projetos de criação, expansão ou modernização de unidades produtivas”, declarou também o primeiro-ministro.

No que respeita ao processo de revisão do Programa Nacional para a Coesão Territorial, que se concretizará na próxima semana, António Costa referiu que uma das linhas centrais passará pela continuação da aposta “na atração de investimento criador de emprego, para assim fixar população nos territórios do Interior”.

Na sua intervenção, António Costa sustentou que, desde que o seu executivo iniciou funções, os sistemas de incentivos ao investimento empresarial em territórios de baixa densidade já atraíram 1840 milhões de euros de investimento privado para os territórios do Interior, criadores de 8500 postos de trabalho.

“Apostámos na atração de investimento estrangeiro, com programas específicos dirigidos ao interior, que já captaram 375 milhões de euros”, disse, antes de traçar uma linha de demarcação face ao anterior Governo, apontando que nos últimos anos foram reabertos 20 tribunais.

“Criámos 43 juízos de proximidade, beneficiando mais de 800 mil pessoas, criámos um programa de atração de médicos para territórios carenciados, mantivemos abertas 400 turmas com menos de 21 alunos, aumentámos a oferta de vagas no Ensino Superior no interior. Criámos dez lojas do cidadão e 215 espaços do Cidadão no interior”, acrescentou.

Conheça AQUI o relatório final apresentado pelo Movimento pelo Interior.



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