Programa “Portugal Sou Eu” contribuiu para aumento das vendas em 82,6% das empresas que aderiram

O programa lançado pelo Governo apresenta hoje um estudo da responsabilidade do ISEG que revela que 82,6% das empresas inquiridas consideram que as suas vendas beneficiaram com a adesão à iniciativa.


O programa “Portugal Sou Eu” apresenta esta quinta-feira em Lisboa um estudo da responsabilidade do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) que revela que 82,6% das empresas inquiridas consideram que as suas vendas beneficiaram com a adesão à iniciativa.

A coordenadora do estudo, Helena Martins Gonçalves, disse à Lusa que o ISEG foi contactado pelo programa para fazer um balanço do mesmo e acrescentou que o trabalho foi desenvolvido, a partir de três vetores principais – negócios, emprego e maturidade do produto. No entanto, verifica-se que apenas 12,7% das instituições inquiridas conseguem quantificar o impacto que a adesão ao “Portugal Sou Eu” tem nas vendas.

Helena Martins Gonçalves acrescenta que, muitas vezes, as empresas não percebem o impacto direto que o programa tem nas vendas, mas reconhecem que existe um impacto indireto, uma vez que os consumidores passam a reconhecer os produtos que têm o selo da iniciativa. No que se refere aos motivos que levaram as instituições a aderir ao programa, 68% dos inquiridos considera que é “muito importante” no que diz respeito à melhoria da notoriedade das marcas e dos produtos, enquanto 48,4% classifica como “importante” para aumentar as vendas das empresas. Já 60,5% considera que é “muito importante” ser uma entidade externa a atestar que o produto é português.

De acordo com o estudo, verifica-se que 18,8% dos inquiridos coloca o selo do programa apenas em alguns produtos. Apesar de existirem vários cenários que podem justificar esta escolha, a coordenadora do estudo indica que existem entidades que se dedicam à exportação e, por isso, a aplicação do selo não se justifica, uma vez que o seu significado não é percetível para os estrangeiros.

Por outro lado, Helena Martins Gonçalves refere que a adesão ao programa implica um conjunto de requisitos, que nem todas as empresas e produtos cumprem. No que se refere à avaliação global e perspetivas futuras do “Portugal Sou Eu’” do total de empresas, mais de 80% demonstra interesse num eventual programa de qualificação para integrar redes de fornecedores de grandes empresas.

O estudo do impacto da adesão das empresas ao programa inquiriu 153 instituições, através de um questionário eletrónico, das quais, mais de 80% detinham cerca de 50 colaboradores. Lançado em 2012, pelo Governo, o programa “Portugal Sou Eu” tem como objetivos promover o equilíbrio da balança comercial, combater o desemprego, melhorar a competitividade e contribuir para o crescimento sustentado da economia.

A iniciativa é gerida por um órgão operacional, constituído pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e pela Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI).

 



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