A Formação da Sociedade Económica do Acre

Sinopse

O meu objetivo com ele foi estudar a economia praticada pelo homem branco na região dos rios Purus e Juruá durante o surto da borracha (1876 a 1914) e suas implicações para a formação histórica da sociedade acriana.
Esse estudo foi conduzido pela seguinte premissa: a Economia-Mundo Capitalista, por ser dominada pela lógica do lucro, produz sociedades marcadas por “patologias sociais” (KEPPE, 1987; FROMM, 1983), ou melhor, por “irracionalidades” (SINGER, 1987; HARNECKER, 1979), tratadas aqui pelas metáforas “sangue” e “lodo”. Tais fenômenos, segundo a nossa hipótese, também foram constituintes da sociedade econômica acriana, isso porque o surgimento dela teve a ver com a inserção da Amazônia sul ocidental na cadeia mercantil dos países imperialistas. Sendo assim, o capital circula em suas “veias” desde a gestação, contaminando-a, congenitamente, com patologias. Como a formação da sociedade acriana faz parte da história da reprodução ampliada do capital estrangeiro oriundo dos países desenvolvidos, resolvi fazer um breve estudo da “patogenia” dessa sociedade. Isso não quer dizer que todos os migrantes da região estavam “contaminados” com uma ou mais patologias, apenas quero afirmar que tais patologias foram identificadas e que fazem parte da história da formação da sociedade acriana. Algumas delas são: o trafico de borracha, o massacre indígena, a invasão de terras, a servidão por dívida, a corrupção política e judiciária, a banalização da prostituição, a sonegação fiscal, a exploração predatória da natureza, o estupro de nativas, a violência, os…

Autor(es): Eduardo Carneiro

Edição: Diagramação, Revisão & Capa, novembro 2015

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