Planalto da Torre – Serra da Estrela

Torre - Serra da Estrela

Apresentação

A Torre é o ponto mais alto de Portugal Continental (1.993 metros). Ali se encontra implantada a célebre «Torre do Cume» para completar os 2.000 metros de altitude. A actual Torre em pedra foi reedificada em 1949, datando a anterior do Reinado de D. João V (1806).

Distinguem-se três tipos de línguas glaciárias: os 2 pequenos glaciares de Estrela e Alvoco, a Sul e Sudoeste; 2 línguas médias de fusão lenta do Covão do Urso e do Covão Grande, voltados para Norte e Noroeste; as 3 línguas glaciários de Loriga, Alforfa e do Zêzere que descem directamente do planalto central, passando por profundos e estreitos entalhes pré-glaciárias, que foram favorecidos pelas condições topográficas.

Línguas Glaciárias - Planalto da Torre

Línguas Glaciárias – Planalto da Torre

Línguas Glaciárias – Planalto da Torre

Na Torre concentram-se os serviços de apoio aos desportos de Inverno – esquiar, praticar snowboard ou andar de trenó e um centro de comércio dos produtos locais.

Aqui se encontra a Festuca henriquesii, uma espécie estritamente endémica da Serra da Estrela dedicada a Júlio Augusto Henriques, director do Instituto Botânico da Universidade de Coimbra, que organizou no século XIX a primeira expedição botânica à Serra da Estrela.

A vista é magnífica: para Sul, alonga-se pela Cova da Beira até à Serra da Gardunha. A Norte, alcança as Serras do Caramulo, da Lapa e Montemuro. A Leste, atinge as Serras da Marofa e da Malcata, e para além da Meseta, as Serras da Gata e de Gredos, marcadas também pela glaciação. A Oeste, estende-se para as Serras do Açor e da Lousã, até ao oceano Atlântico. Abrange as bacias do Douro, do Mondego e do Zêzere/Tejo.

Iniciando a descida para a Covilhã, surge à esquerda o Covão Cimeiro e o seu Circo glaciário e logo se ergue o vulto majestoso do Cântaro Magro, acessível em passeio pedonal pelo Covão do Boi, a partir do parque situado na Senhora da Boa Estrela, baixo relevo esculpido na rocha por António Duarte, com mais de 7 metros de altura.

Aqui se encontram as “queijeiras”, colunas graníticas que lembram queijos empilhados numa queijaria e que resultam da alteração do granito ao longo de fracturas e da sua erosão deixando a descoberto as zonas do granito não alterado com formas colunares.

A descida prossegue até ao miradouro do Espinhaço do Cão (EN339, km 30,5) com um magnífico panorama sobre a Serra de Baixo e a Nave de Sto. António e evidenciando o perfeito alinhamento dos vales dos rios Zêzere e Alforfa. Na vertente em frente uma imensa cascalheira de granito estende-se desde o Alto da Pedrice até à ribeira.

Do lado direito da N339 e por estrada secundária, alcança-se o Covão da Mulher, e observa-se o Vale Glaciário de Alforfa, por estrada rural, apenas acessível aos TT, mas apenas quando está desempedido, que segue para Belo Horizonte e a Cabeçada e conduz a Unhais da Serra, num percurso de 14 km, que não se aconselha pela sua perigosidade, a não ser em percurso pedonal.

Prosseguindo a descida da Torre o caminho do glaciar abriu uma vasta superfície aplanada, denominada Nave de Santo António, coberta de blocos erráticos que avultam sobre os prados de cervum (Nardus stricta), entre os quais se destaca o Poio do Judeu, de cujo miradouro (km 32) se avista um interessante panorama dos blocos erráticos.

O sítio dos Piornos merece uma paragem prolongada, para observar a paisagem.

No cruzamento que antecede a estância de montanha das Penhas da Saúde, junto ao Centro de Limpeza de Neve, deixando à esquerda a estrada N338 que conduz ao monumental Vale glaciário do Zêzere, integrado no Circuito IV, pode aceder-se à Varanda dos Pastores, local de vistas panorâmicas onde se pode encontrar o pisco-de-peito-azul (Luscinia svecica cyanecula), espécie rara e protegida. A estância turística, localizada a 1.500 m de altitude, dispõe de hotel, restaurantes, Pousada da Juventude e moradias turísticas com oferta de lazer e apoio ao esqui. É igualmente uma zona residencial com equipamentos comerciais.

Logo depois já na descida pela EN339 para a Covilhã, surge o bloco granítico denominado Pedra do Urso a que se segue o miradouro da Varanda dos Carqueijais, proporcionando imensas panorâmicas que alcançam a Espanha.

A descida pela EN339 conduz-nos ao Parque Florestal da Covilhã, onde se encontra um miradouro sobre a cidade e as planuras da Cova da Beira e o leito da ribeira da Degoldra. O limite SE do Parque Natural da Serra da Estrela e o Parque de Campismo do Pião ficaram para trás junto ao cruzamento para a Rosa Negra.

No dia 04 de Agosto de 1940, para se comemorar o duplo centenário da Fundação e da Independência de Portugal foi benzida e colocada no topo da Torre uma cruz de ferro. Deste local, a vista alcança pontos culminantes, desde a Serra da Boa Viagem em Buarcos, até à Serra de Gredos em Espanha, do Marão em Trás-os-Montes à Serra de Portalegre no Alentejo. Na década de 50, construíram-se as instalações da Força Aérea, que abrigaram o radar, tendo sido desactivadas em 1970.



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