A Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha acolhe nos dias 01 a 03 de novembro o evento “Nas Terras do Rei Wamba há… Pão!“.

Lenda do Rei Wamba anima aldeia histórica de Idanha-a-Velha

Início: 2019-11-01 00:00:00
Fim: 2019-11-03 00:00:00
Local do Evento: Idanha-a-Velha
Entidade Promotora: Aldeias Históricas de Portugal

Incluído no ciclo de eventos “12 em Rede – Aldeias em Festa”, a Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco, vai acolher nos dias 01 a 03 de novembro várias atividades de animação em torno da lenda “Nas Terras do Rei Wamba há… Pão!”

Durante três dias, a aldeia histórica enche-se de animação de rua, música, gastronomia e visitas guiadas.

Ciclo “12 em rede | Aldeias em Festa 2019” só acaba em dezembro

Depois de Idanha-a-Velha, a festa segue-se em Monsanto, de 8 a 10 de novembro; Almeida, nos dias 29 e 30 de novembro; e Belmonte, de 27 a 30 de dezembro

Sobre a lenda

O Rei Wamba, último Rei dos Visigodos, que reinava na Egitânia (como era conhecida então Idanha-a-Velha) entre os anos de 672 e 680, vivia num Castelo às Portas de Ródão (que ainda hoje é conhecido como o Castelo do Rei Wamba), na margem norte do Rio Tejo. O outro lado, a margem sul, era então dominada por um Rei Mouro.

A Rainha do Rei Wamba e o Rei Mouro apaixonaram-se, e aproveitando a ausência do Rei em caçadas e batalhas, namoravam sentados em cadeiras de pedra, cada um do seu lado do Rio Tejo. Morrendo de amores, o Rei Mouro decide escava um túnel que passaria por baixo do Tejo, para resgatar a sua amada. Mas os seus cálculos saíram errados e o túnel acaba por sair na escarpa sul, acima do nível da água. Mesmo assim, o Rei Mouro conseguiu fugir com a Rainha para o seu Castelo.

Entretanto, o Rei Wamba descobre a traição e dirige-se ao Castelo Mouro, disfarçado de mendigo. O Rainha reconhece-o e denuncia-o ao Rei Mouro, que acaba por emprisioná-lo. Sabendo que estaria às portas da morte, o Rei Wamba pede apenas um desejo: soprar o corno que trazia consigo. Mas este era, afinal, o sinal que os seus soldados esperavam para avançar sobre o Castelo Mouro, para trazer a Rainha de volta.

De regresso à Egitânia, a Rainha é julgada em tribunal e sentenciada, por ordem do Rei, a ser atada à mó de um moinho e atirada a rebolar pela escarpa abaixo até ao Tejo. Furiosa, antes da sentença ser executada a Rainha amaldiçoa aquela Terra – e o que é facto é que, por onde a mó passou com a rainha, não cresceu mais vegetação.