Cerveja artesanal produzida na Guarda presta tributo aos cinco "efes" da cidade

Um habitante da Guarda produz cinco variedades de cerveja artesanal com a marca “5 F’s”, prestando desta forma tributo aos “efes” que estão associados à cidade mais alta do país – Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa.

Ricardo Leal, de 42 anos, disse hoje à agência Lusa que começou há cerca de dois anos a produzir a sua própria cerveja, após ter tido conhecimento do conceito de cerveja artesanal.

Na altura, fez algumas pesquisas na internet, encontrou a receita, comprou o equipamento básico, que custou “algumas dezenas de euros”, e resolveu aventurar-se na produção da cerveja.

A experiência resultou, no momento da escolha do nome lembrou-se “dos F’s da Guarda” e surgiu-lhe a ideia de a batizar com a designação de “5 F’s”.

“Inicialmente, era só uma cerveja, que era a cerveja artesanal ‘5F’s’, que era só uma cerveja, uma qualidade. Entretanto, como comecei a ver que havia pessoas que gostavam de preta, havia pessoas que gostavam de trigo, havia pessoas que gostavam de ‘pilsener’, resolvi aproveitar os cinco F’s da Guarda – Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa – e fazer cinco tipos de cerveja diferentes”, contou.

Ricardo Leal elaborou depois uma receita própria para cada “F”, tendo surgido a cerveja “5 F’s” Forte (com mais álcool), Farta (preta), Fria (tipo normal, “pilsener”), Fiel (de trigo) e Formosa (mais requintada).

A cerveja tem sido vendida em feiras de artesanato, a cinco euros a garrafa de meio litro e a 2,5 euros a garrafa de 33 cl, e a recetividade tem sido boa.

O produtor disse à Lusa que no registo da marca e na aquisição do equipamento necessário para a produção da cerveja já investiu cerca de mil euros.

Ricardo Leal adaptou uma pequena cozinha do sótão da casa onde vive a unidade de produção e falta-lhe agora tratar da burocracia para poder comercializar a cerveja no café que possui no centro histórico da cidade da Guarda.

Referiu que o processo de legalização “requer muito tempo e dedicação e são muitas as exigências”, vaticinando que possa ficar concluído “o mais breve possível”.

O empresário pode produzir até 2.500 litros de cerveja por ano e irá fazer essa produção enquanto for possível.

“Se começar a existir muita procura, certamente terei que ampliar as instalações ou ir para umas instalações que me permitam produzir mais do que 2.500 litros por ano”, indicou.

A cerveja produzida por Ricardo Leal passa por várias fases até ser consumida.

No seu fabrico utiliza cereal (cevada maltada ou trigo), levedura (para a fermentação) e lúpulo (vai dar o sabor amargo e serve para conservar a bebida).

O produtor explicou que o processo começa com a moagem do cereal, que depois é colocado num recipiente com água aquecida a uma determinada temperatura, onde permanece durante cerca de hora e meia. Seguem-se as fases da filtração, do arrefecimento do mosto e da sua colocação num balde onde fica durante uma semana a fermentar.

Após o engarrafamento e a colocação do rótulo, a cerveja pode ser consumida “ao fim de três a quatro semanas”.


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