Projeto “Centro Bio” de Oliveira do Hospital recebe mais uma distinção europeia

O projeto “Centro BIO” consiste na criação de uma infraestrutura tecnológica pioneira em Portugal na área das bioindústrias, biorrefinarias e bioprodutos.

O projeto “Centro BIO: Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos”, da Associação BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, de Oliveira do Hospital, foi considerado um dos melhores projetos europeus na categoria “Best Public Administration For Start Up”.

Em comunicado, aquela associação do distrito de Coimbra anunciou que foi distinguida no âmbito do “Start Up Europe Award 2016”, pela componente que apresenta ao nível do empreendedorismo e forte ligação a uma sociedade de base biológica e sustentável.

O projeto “Centro BIO” consiste na criação de uma infraestrutura tecnológica pioneira em Portugal na área das bioindústrias, biorrefinarias e bioprodutos, com uma área de implementação de 3,8 hectares, através da recuperação de umas antigas instalações abandonadas.

Representa um investimento global de 3,1 milhões, com um apoio de 85% dos fundos europeus, através do Programa Mais Centro.

“O projeto ‘Centro BIO’ destaca-se por ser direcionado para uma área de elevado relevo a nível internacional e pioneira em Portugal, que resulta de uma aposta de diferenciação e de orientação para os problemas da atividade económica e de valorização do território, segundo o conceito da economia circular”, destaca o presidente da associação BLC3, João Nunes, citado no comunicado.

O dirigente realça que “este novo reconhecimento vem demonstrar que as biorrefinarias, a bioeconomia e a economia circular são estratégicas não só para Portugal como para a União Europeia”.

“O projeto ‘Centro Bio’ já é apresentado pela Comissão Europeia como um exemplo europeu. Isto é um ganho não só para a BLC3 como coloca Portugal na linha da frente ao nível do conhecimento, inovação e empreendedorismo”, sublinha João Nunes.

No entanto, considera, “é importante que Portugal reconheça mais os seus próprios projetos e não serem só os de fora a reconhecerem, principalmente quando se fala no desenvolvimento de uma sociedade independente do petróleo e no desenvolvimento de tecnologias e conhecimentos para resolver o problema dos incêndios florestais/rurais – pela valorização da matéria-prima que arde todos os anos: os matos e incultos”.

O projeto “Centro BIO” já captou 9,2 milhões de euros e criou 11 novos modelos de negócio na área das bioindústrias, biorrefinarias e bioprodutos, além da criação de 52 postos “de emprego qualificado” e o desenvolvimento de 24 subprojetos complementares de investigação (seis deles com empresas).