Junta de Freguesia de Almeida contesta eventual encerramento da agência da CGD

A Junta de Freguesia de Almeida contestou hoje o eventual encerramento da agência local da Caixa Geral de Depósitos (CGD) por considerar tratar-se de um “atentado” aos interesses do concelho e dos seus habitantes.

A autarquia refere, em nota publicada na sua página oficial na internet, que “parecem confirmar-se os rumores que davam para breve o encerramento da agência de Almeida da CGD”.

“Esta é uma situação que se reveste de especial gravidade, tendo em conta os serviços que ao longo dos últimos anos têm abandonado a sede do concelho, com as inevitáveis e nefastas consequências para os seus habitantes e para o desejado desenvolvimento da própria vila”, refere.

No documento, a Junta de Freguesia de Almeida, presidida por Maria de Fátima Gomes, explica que tentou saber, “desde logo e junto das entidades gestoras da CGD, qual o fundo de verdade daquilo que então não passava de um inquietante rumor”, mas ainda não obteve resposta.

“Apesar disso, quer esta Junta de Freguesia manifestar vivo repúdio por mais este atentado aos interesses de Almeida e dos seus habitantes, lembrando que a CGD, enquanto entidade bancária da esfera pública, tem obrigações próprias perante o país e as regiões mais desfavorecidas”, lê-se no comunicado.

Para o executivo da Junta da vila de Almeida, situada próximo da fronteira com Espanha, no distrito da Guarda, o facto de a CGD ter o estatuto de entidade bancária do Estado atribui-lhe “deveres distintos da banca privada”.

“Assim, apesar de todos desejarmos uma Caixa [CGD] forte, dinâmica e saudável, exigimos que não se reja pelos mesmos princípios do lucro a qualquer custo, apanágio da banca privada. A CGD não pode isentar-se das suas obrigações sociais de apoio às populações e ao desenvolvimento económico dos locais onde se encontra instalada”, defende.

Rejeitando qualquer intenção de contribuir “para o ambiente de instabilidade que, a nível nacional, se criou à volta da gestão e funcionamento da CGD”, a autarquia reconhece que é seu dever “não deixar passar em claro uma atitude insensível e ditada por critérios meramente economicistas que não deveriam, de modo algum, presidir a uma tomada de decisão tão importante”.

A Junta de Freguesia de Almeida manifesta “total solidariedade com a população mais uma vez esquecida pelos decisores da política financeira e disponibiliza-se para a concertação de esforços que tentem impedir mais este ataque” aos direitos dos seus concidadãos.