Politécnico da Guarda recebe 900 mil euros para projetos de investigação

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) obteve um financiamento de 900 mil euros do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica (SAICT), para seis projetos de investigação que vai liderar até finais de 2018, foi hoje anunciado.

Segundo uma nota do IPG, foi obtido financiamento europeu “para o desenvolvimento de investigação e de transferência de conhecimento, suportadas em equipas multidisciplinares, cujos objetivos são valorizar e potenciar o conhecimento e a economia em áreas relevantes”.

Foram aprovados projetos em áreas como atividade física dos idosos, saúde, desporto, geologia, águas termais e monitorização de árvores.

Um dos projetos, denominado “Trails4health”, incide sobre “a prática desportiva saudável, criando rotas e avaliando esforços”.

O IPG adianta que, no âmbito do mesmo, “serão avaliados indicadores fisiológicos (esforço cardíaco e gasto energético) e biomecânicos (impacto articular e muscular) discriminadores do esforço requerido, em função das etapas e dos utentes, de acordo com a sua idade e/ou nível de aptidão física”.

Será também desenvolvido o “GMove +”, um programa de intervenção “para promover a atividade física” de pessoas idosas da Guarda.

O projeto pretende contribuir “para um envelhecimento saudável e para uma vida independente mais prolongada”, implementando um programa de intervenção multidisciplinar apoiado por tecnologias de informação e de comunicação.

Outra linha de investigação será desenvolvida no “Projeto geologia como base da qualidade de vida – A sustentabilidade do Lítio na povoação de Gonçalo”, no concelho da Guarda.

Será efetuado um trabalho “orientado para a gestão sustentável dos recursos geológicos, em especial do minério litinífero promovendo a sua valorização e associação de novas funções e usos, entre elas o turismo”, refere a fonte.

O quarto projeto liderado pelo IPG está relacionado com aplicações biomédicas e com o desenvolvimento de produtos com base em recursos naturais e endógenos.

“Diz respeito à biotecnologia associada aos recursos naturais e à valorização das águas termais, promovendo novos produtos com base nas suas propriedades, em especial os dermocosméticos”, é explicado.

A monitorização da saúde das árvores por termografia por infravermelhos, “promovendo o diagnóstico para a inspeção, monitorização e deteção precoce de manifestações patológicas”, enquadra o projeto “Monitorização & Manutenção Avançada de Árvores”.

A última candidatura do IPG aprovada pelo SAICT relaciona-se com o projeto “MediElderly-Polimedicação do idoso”.

Trata-se de um plano de “intervenção educativa para melhorar o uso de medicamento pelos idosos e a disponibilização de informação adequada, incidindo nos problemas relacionados com medicamentos, quer devido ao uso elevado de medicamentos quer devido ao declínio das funções cognitiva e física”.

Para além da liderança destes seis projetos que têm financiamento de fundos comunitários, o IPG também assegurou a participação em mais nove que envolvem instituições de ensino congéneres.