CineEco anuncia seleção oficial 2015

Já são conhecidas as escolhas de filmes para a edição nº 21 do festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia, de 10 a 17 de outubro.

A organização do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela divulgou no início do mês no seu site a lista oficial das obras selecionadas e a filosofia que marcou as escolhas de filmes para a edição nº 21 do festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia, de 10 a 17 de outubro.

A Selecção Oficial CineEco 2015 inspirou-se na Encíclica do Papa Francisco, divulgada pelo Vaticano em Junho passado, intitulada ‘Laudato Si, Sobre o Cuidado da Casa Comum’, um importante manifesto que coloca pela primeira vez a Igreja Católica no centro do debate ambientalista e climático e que antecipa de alguma forma a discussão da Conferência Mundial sobre as Alterações Climáticas, em novembro próximo.

Ao todo estão selecionados cerca de 80 filmes, de 20 países, repartidos por várias seções competitivas, onde se inclui Longas e Curtas Internacionais, Séries e Documentários de Televisão, Longas e Curtas da Lusofonia e Panorama Regional e todos manifestam a preocupação e o reconhecimento da responsabilidade da mão humana no aquecimento global e necessidade de mudarmos o nosso estilo de vida, para salvar o planeta. A Encíclica é um documento extraordinário, que tem sido saudado por líderes religiosos, ambientalistas, investigadores, dirigentes de organizações internacionais e naturalmente  inspirou a organização do CineEco 2015.

‘A Hora do Lobo’ de Jean-Jacques Annaud, (o realizador de ‘Sete Anos no Tibete’, ‘O Nome da Rosa’ e ‘O Urso’), tem uma antestreia no CineEco, como filme de abertura antes de chegar às salas comerciais na semana seguinte. O filme é uma ficção de aventuras, com preocupações ambientalistas no que diz respeito à história sobre uma espécie em riscos de extinção que durante séculos, incluindo na Serra da Estrela, estabeleceu uma relação de mútuo respeito com o Homem.
‘A Hora do Lobo’ conta a história de um estudante chinês no tempo do maoismo, que é enviado para o interior da Mongólia para ensinar a ler os pastores e os aldeões locais e fica a saber que a população de lobos está ameaçada pelas decisões de um funcionário do governo central.

‘Muros e o Tigre’, da realizadora Sushma Kallam, um documentário de 83 minutos, passado na Índia, que analisa a necessidade de equilíbrio entre progresso económico, inclusão social, defesa do ambiente e como integrar industrialização e agricultura de forma sustentável é o Filme de Encerramento.

Nas longas-metragens da Competição Internacional, destacam-se filmes que advogam as várias ramificações da crise ambiental mundial, que são abordadas no texto do Papa Francisco: mudar o nosso estilo de vida (‘Todo o Tempo do Mundo’, de Suzanne Crocker, Canadá ou ‘Ao Contrário (com légumes)’, de Anne Closset, Bélgica e ‘Global Shopping Village’, de Ulli Gladik, Áustria/Croácia), substituição dos combustíveis fósseis (‘Gelo Negro’, de Maarten van Rouveroy van Nieuwaal, Holanda/Rússia), biodiversidade (‘Contenção’, de Peter Galison & Robb Moss, EUA), água, energia e resíduos, (‘Planetário’, de Guy Reid, Reino Unido/EUA e ‘Movimento’, de Ellard Vasen, Holanda), poluição do ar (MaldiMare, de Matteo Bastianelli, Itália), tecnologia (Procurando Desesperadamente uma Zona Limpa’, de Marc Khanne, França), catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas (Paraíso, de Nash Ang, Filipinas).

Estes e outros temas com enfoque ambiental farão parte da vasta programação do CineEco 2015, que este ano assinala a sua 21ª edição com um conjunto de atividades paralelas e uma parceria estratégica com a Endesa.