Castelo de Vila do Touro

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Castelo de Vila do Touro

Apresentação

O Castelo de Vila do Touro localiza-se na povoação e freguesia de mesmo nome, concelho do Sabugal, distrito da Guarda, em Portugal. No alto de uma elevação sobranceira ao vale da ribeira do Boi, no ponto de sua confluência com o rio Côa, é um dos cinco castelos erguidos no Concelho, além dos de Alfaiates, Vilar Maior, Sabugal e Sortelha. O domínio visual da paisagem que se tem do cimo do morro, permite elegê-lo como um excelente ponto estratégico de controlo da região de Riba Côa, nomeadamente das terras para leste do rio Côa, mantendo também um eficaz contacto visual com o castelo da Guarda, a noroeste. Durante a reconquista e repovoamento deste território, a região foi sujeita a processos de reordenamento, por necessidades de defesa perante a instabilidade da linha fronteiriça com Leão. Neste contexto, emergem as fortificações de Vila do Touro e de Castelo Mendo.  Com a assinatura do Tratado de Alcanizes com Castela e Leão, por D. Dinis (1297), Vila do Touro deixa de ter cariz fronteiriço, perde a sua importância estratégica e a lenta construção da fortificação de Vila do Touro foi interrompida, tal como aconteceu em Caria Talaia. Actualmente, a construção militar encontra-se reduzida praticamente a dois troços de pano de muralhas, encavalitados entre as penedias e desguarnecidos de ameias. Uma parte delimitando a cumeada nascente do morro e a outra linha defendendo o lado ocidental. Bem firme na rocha, grande parte da cerca encontra-se ainda intacta, com a altura máxima de 4 metros, estando o resto dos silhares derrubados pela encosta ou reutilizados no casario da povoação. Observa-se ainda uma porta de arco ogival, do lado poente da fortificação, em bom estado de conservação, mas inacabada; bem como alguns testemunhos de edifícios encostados à muralha oriental, feitos de granito aparelhado, praticamente ao nível dos alicerces. Vila do Touro foi um centro destacado de hierarquia populacional, tendo ganho importantes funções político-militares e municipais, até às reformas liberais do séc. XIX (1836), altura em que é integrado no concelho do Sabugal.




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